terça-feira, 12 de abril de 2011

Velha, mais vale a pena!

COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER DA FACULDADE:

1. Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela;

2. Você vai mudar completamente e nem vai notar;

3. Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;

4. Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;

5. Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade;

6. Cada relógio no prédio mostra um horário diferente;

7. Se você era inteligente no colegial... azar o seu!

8. Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;

9. Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;

10. Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;

11. A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;

12. A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;

13. Se você nunca bebeu, vai beber;

14. Se você nunca fumou, vai fumar;

15. Se você nunca transou, vai transar;

16. Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais navida, a não ser que você faça uma nova faculdade;

17. Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você não se meter com elas;

18.Psicologia é, na verdade, biologia;

19. Biologia é, na verdade química.

20. Química é, na verdade física;

21. Física é na verdade matemática;

22. Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada;

23. Que sentir depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não tem o que fazer;

24. Que você sempre vai prometer que no próximo bimestre você vai estudar mais, festiar menos, mas sempre acontecerá o contrário ;

25. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará lá;

26. Não verá a hora de terminar a faculdade;

27. E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.

O homem e a Galinha

Era uma vez um homem que tinha uma galinha.
Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro.
O homem ficou contente. Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente: – Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha.
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha.
Dava pão-de-ló, dava até sorvete.
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo todo com a galinha?
Nunca vi galinha comer pão-de-ló…
Muito menos sorvete! Vai que a mulher falou:
- É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim! – o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha.
E a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão!
A galinha pode muito bem comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim. – respondeu o marido.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha.
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
- Pra que este luxo de dar milho pra galinha?
Ela que cate o de-comer no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim – o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal.
Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Um dia a galinha encontrou o portão aberto.
Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló.

Ruth Rocha, Enquanto o mundo pega fogo,2. ed.

A fábula do imperador chinês

Um imperador da China voltou de uma longa e estafante batalha preocupado com o futuro de seu império. Estava velho e sabia que deveria pensar em um sucessor. Como tinha dezenas de filhos, não sabia a quem escolher. Depois de consultar os deuses e seu coração angustiado, escolheu o filho de sua esposa favorita na juventude, cuja memória lhe era cara. Todavia, percebeu que o jovem não possuía os conhecimentos necessários para assumir um encargo tão pesado. Resolveu contratar um sábio para ensinar as complexas matérias da arte de governar ao seu escolhido. Para que ele não estudasse sozinho, designou como companheiro o filho de sua décima quinta concubina, uma mulher que recebera como presente de alguém da corte já esquecido. E como os dois filhos do imperador não poderiam ficar sem auxílio durante as aulas, designou um servo para acompanhá-los. Como era imperador, demandou que o sábio dos sábios do império se apresentasse para realizar a tarefa. Tratava-se, porém, de um homem bastante avançado em anos, que alegou não estar em condições físicas de realizar tão honrosa tarefa. Chamou o segundo sábio mais renomado do império, mas novamente não foi atendido. Este encareceu a grandeza da missão, mas possuía muitas mulheres, muitos filhos, muitos alunos, morava distante e temia ser incapaz de despojar-se de todas as obrigações que já assumira para se dedicar inteiramente aos filhos do imperador. O imperador recebeu a recusa com relutância, mas, como não faltavam sábios renomados na China, decidiu convocar o terceiro sábio mais admirado do império. Esse reagiu do mesmo modo que os anteriores. Sentia-se engrandecido pela escolha, mas lamentava não poder atender o imperador por ter programado uma longa viagem ao interior do império em busca de novos conhecimentos. Indignado com tais recusas, o imperador reuniu os três sábios e determinou que, se um deles não aceitasse a tarefa, todos seriam sumariamente executados antes do anoitecer. Os sábios não olharam para o sol, que já havia ultrapassado seu zênite. Confabularam entre si por alguns instantes e, finalmente, o mais sábio decidiu explicar ao imperador o motivo da recusa. – Meu senhor – disse o sábio – perguntastes por que nos recusamos a executar a tarefa que é a razão de nossa vida, uma vez que decidimos ser sábios e ensinar a todos. Não se trata de vontade, visto que diante de vossa majestade não possuímos nenhuma, mas sim da impossibilidade de realização da missão. – Como pode ser impossível realizar uma tarefa tão simples quanto educar três jovens com todos os recursos à disposição do mestre? – retrucou enfurecido o imperador. O sábio prostrou-se. Pediu mil perdões pela sua impostura. Louvou a grandeza ímpar do imperador. Por fim, respondeu que a tarefa era impossível por causa dos alunos. Ante a surpresa do imperador, que sabia da saúde e da inteligência dos três jovens, o sábio explicou:– A tarefa é impossível porque vosso filho favorito, aquele que irá sucedê-lo no comando do império, sabendo-se escolhido, acredita que já não precisa de mais nada para ser imperador além do desejo do seu pai. Já seu irmão, aquele que é filho de uma concubina sem nome, sabendo-se preterido, acredita que em nada modificará sua vida tal conhecimento, uma vez que será sempre o esquecido. O servo, ao contrário de seus senhores, deseja muito aprender, porém nada sabe, e quem nada sabe, nada aprende. Em suma, meu imperial senhor, vós nos destes a missão de ensinar para as mais temíveis inimigas de qualquer educador: a arrogância, a indiferença e a ignorância. Separadas podemos combatê-las e vencê-las, juntas são imbatíveis

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A luz e a lua


Nasce a luz radiante no céu almofadado

Luz renova a saudade em cada despedida

O esplendor da lua abandonou o casal apaixonado

E sente a saudade infinita após a partida


Luz irradia a cidade de triste melancolia

Dói lembranças no coração sem contentamento

A força do amor na companhia da desarmonia

A espera pelo retorno da lua de sentimentos


Ah, se a luz permanecesse durante a vida

Provável os corações morressem de tristeza

A formosa lua ficaria na saudade perdida

O amor apaixonado partiria sem sutileza

Zara Abrahão Ramos


domingo, 3 de abril de 2011


Momento num café

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demora
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.

Manuel Bandeira

domingo, 27 de março de 2011


"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando…”

Autor desconhecido, se alguém souber, por favor me comunique.


domingo, 20 de março de 2011

O assassino era o escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do

sujeito inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,

regular como um paradigma da 1ª conjunção.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,

ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

assindético de nos torturar com um aposto.

Casou com uma regência.

Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,

conectivos e agentes da passiva o tempo todo.

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


Paulo Leminski

quarta-feira, 2 de março de 2011


Uma lenda sôbre a beleza

Certa vez, por um triste capricho da Fatalidade, o poder do mundo foi cair nas mãos odientas da Vulgaridade. Que fez a Vulgaridade ao subir ao trono? Resolveu destruir e aniquilar a sua perigosa

rival - a Beleza. Chamando o Tédio, seu servo predileto, disse-lhe a execrável soberana:

- Detesto a Beleza! Quero fazê-la desaparecer da face da terra. Tens ordem para prendê-la e matá-la de qualquer modo.

O Tédio respondeu:

- Escuto e obedeço, senhora! Mas, afinal, como é a Beleza? Como poderei encontrá-la, se não a conheço?

- Ora, nada mais simples - tornou a Vulgaridade. - Interroga um poeta qualquer e logo saberás

como é a Beleza.

Partiu o Tédio. Encontrando um poeta interpelou-o:

- Como é a Beleza?

Sem hesitar, respondeu o poeta:

- Ainda ignoras? A Beleza é loura, de olhos azuis da côr do céu; sua pele? É clara e rosada, as suas mãos...

- Basta! Tudo o mais que disseres seria fastidioso e inútil. Já sei bem como é a Beleza - Vou descobri-la por mas oculta que esteja.

E o Tédio partiu em busca da Beleza.... Depois de muito caminhar, chegou aos país de Moab, para além do grande deserto. Um camponês repousava sob uma árvore.

- Terás visto, por aqui - perguntou o Tédio - a Beleza que procuro?

- Queres descobrir a Beleza! - exclamou o camponês. Ei-la precisamente ali, ó forasteiro!

E apontou na direção de uma jovem que se encaminhava para a ponte, levando ao ombro um pequeno cântaro. O Tédio procurou certificar-se. A graciosa rapariga era morena, de olhos verdes e cabelos castanhos como as filhas de Judá! Mas como diferia da que fora descrita pelo poeta!

Não, não podia ser a Beleza!

- A Beleza fugiu para a China! - informou um peregrino.

Seguiu o Tédio para a China e indagou de um rico mandarim que soltava papagaios de sêda:

- Senhor! Teria a Beleza aparecido em vossa terra?

- Apareceu, sim - replicou, alegre, o mandarim.

- Ei-la! E com o seu dedo de unha longa e angulada, apontou para uma rapariga ocupada em fabricar lanternas de papel. O escravo da Vulgaridade preparou-se para executar a ordem que recebera.

Enganara-se, porém, o informante. A jovem que o mandarim indicara era pálida, esguia, tinha os olhos amendoados, os cabelos negros e ondulados. Não; aquela não podia ser a Beleza! O Tédio deixou o país dos chins e foi em busca de outros climas. Diante dele a Beleza fugia sempre, ocultando-se astuciosamente. Todo o seu esforço tornou-se inútil. Não conseguiu encontrar e

destruir a Beleza!

- Eis porque a Beleza floresce e domina, sob aspectos tão diversos, quando a observamos,

nos incontestáveis recantos e países do mundo. Aqui é morena e tem olhos negros, mais adiante é loura de claros olhos de anil. Aqui é viva e alegre, para, além, surgir sentimental e terna! É que a Beleza, para fugir do mal do Tédio e ao perigo da Vulgaridade, varia sempre e sem cessar.


(Malba Tahan)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo
Arnaldo Jabor


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Circuito Fechado

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo; pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maços de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

(Ricardo Ramos)

Obs: o Autor não usa nenhum verbo*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Adélia Prado


Encontrei meu marido às três horas da tarde
com uma loura oxidada.

Tomavam guaraná e riam, os desavergonhados.

Ataquei-os por trás com mãos e palavras
que nunca suspeitei conhecesse.

Voaram três dentes e gritei, esmurrei-os e gritei,
gritei meu urro, a torrente de impropérios.

Ajuntou gente, escureceu o sol,
a poeira adensou como cortina.

Ele me pegava nos braços, nas pernas, na cintura,
sem me reter, peixe-piranha, bicho pior, fêmea ofendida,
uivava.

Gritei, gritei, gritei, até a cratera exaurir-se.

Quando não pude mais, fiquei rígida,
as mãos na garganta dele, nós dois petrificados,
eu sem tocar o chão. Quando abri os olhos,
as mulheres abriam alas, me tocando, me pedindo graças.

Desde então faço milagres.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Artigos



Paixão, amor, casamento...

Pesquisas neurocientíficas mostram que é possível sentir-se encantado pela mesma pessoa por décadas

por Suzana Herculano-Houzel

Você já se imaginou vivendo 10, 20 ou 50 anos com a mesma pessoa? Sentindo sempre o mesmo prazer em sua companhia, o mesmo conforto em seus braços? Se a perspectiva parece interessante, agradeça ao seu cérebro (e se não lhe agrada, a culpa é dele, também). De certa forma, é curioso que laços afetivos fortes, como os amorosos, sejam tão importantes para nossa espécie. Tecnicamente, viver em sociedade, ou mesmo em pares, não é obrigatório para a sobrevivência de nenhum animal – vide tantos mamíferos, aves e outros bichos que procuram um par somente para o acasalamento e imediatamente depois seguem cada um o seu caminho.


Se gostamos de formar pares a ponto de investir boa parte de nossa energia, tempo e esforços cognitivos em convencer um belo exemplar do sexo interessante de que nós somos a pessoa mais sensacional e desejável na face da Terra, é porque o sistema cerebral humano, como o de outros animais sociais, é capaz de atribuir um valor positivo incrível à companhia alheia. Isso é função do sistema de recompensa, conjunto de estruturas no centro do cérebro especializadas em detectar quando algo interessante acontece, premiar-nos com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associar esse prazer com o que levou a ele – o que pode ser uma ação, uma situação, um objeto ou... alguém.


Conforme o prazer se repete na companhia dessa pessoa, o valor positivo que atribuímos a ela é reforçado (enquanto torcemos para que o mesmo aconteça no cérebro dela, associando um valor cada vez mais positivo à nossa própria companhia, claro). É o que fazemos no período de namoro, quando conversas interessantes, passeios agradáveis, boa música, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à companhia do outro. Se rola sexo, então, melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribui (corretamente!) a satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros...).


“Movimento da Terra mudou signos do Zodíaco, dizem astrônomos
Atração da Lua sobre a Terra teria mudado o alinhamento das estrelas. Pesquisadores de Minnesota afirmam ainda que haveria um 13º signo.”

Um ZumZum surgiu estes dia na internet, a inclusão de mais um signo do Zodíaco deixou muita gente confusa.

O 13º signo foi “criado” devido à movimentação e alinhamento das estrelas, que desde o inicio da descoberta e definição do Zodíaco, na Babilônia Antiga, foi deixado de lado. A 13º constelação recebe o nome de Serpentário, que tem como símbolo a Cobra. Ficando portanto:

Capricórnio: 20/01 a 16/02

Aquário: 16/02 a 11/03

Peixes: 11/03 a 18/04

Áries: 18/04 a 13/05

Touro: 13/05 a 21/06

Gêmeos: 21/06 a 20/07

Câncer: 20/07 a 10/08

Leão: 10/08 a 16/09

Virgem: 16/09 a 30/10

Libra: 30/10 a 23/11

Escorpião: 23/11 a 29/11

Ophiuchus: 29/11 a 17/12

Sagitário: 17/12 a 20/01

Para quem acredita fielmente no Zodíaco o abalo psicológico pode ser grande, porem para os “curiosos” de plantão a mudança pode até se tornar uma fato engraçado, pois todas as pessoas que você via como: Sonhadora, Perfeccionista, Pé no chão, Teimosa, etc, pode não ser exatamente aquilo que você imagina. Portanto, quando conhecer alguém a partir de agora cuidado em vulgá-lo pelo signo...risos.

Zara Abrahão Ramos

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se o achar, segure-o!”

Fernando Pessoa


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para começar o ano....










......... dando risadassssssssss...........

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Declaração Mineira de Amor aos Amigos

Ocê é o colírio du meu ôiu.

É o chicrete garrado na minha carça dins.

É a mairionese du meu pão.

É o cisco nu meu ôiu (o ôtro oiu - eu tenho dois).

O rechei du meu biscoito.

A masstumate du meu macarrão.

Nossinhora!

Gosto dimais DA conta docê, uai.

Ocê é tamém:

O videperfume DA minha pintiadêra.

O dentifriço DA minha iscovdidente.

Óiprocevê,

Quem tem amigossim, tem um tisôru!

Ieu guárdêsse tisouro, com todu carinho ,

Du Lado isquerdupeito !!!

Dentro do meu Coração!!!

AMO Ocê, uai!!!

Fassfavô de mandar pra todos seus amigus du coração

incrusive eu!!!

BRIGADO PELO CARIN cumqueu sempre pude contá!!!!



Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos; enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e que minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar!

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na minha sagrada relação de amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!

"A gente não faz amigos.... reconhece-os."

Vinícius de Moraes


NOVELA TI TI TI

Falar de coisas que não se ensina da escola é bem característico do Blog ESPAÇO ALTERNATIVO, mais neste post vou falar de futilidades que fazem bem para o dia-a-dia.

Muitas vezes chego em casa cansada, depois de um dia corrido no trabalho e me acomodo na cama e fico só esperando a musiquinha começar– “titittititi...”. Logo penso: a parte boa do dia chegou, e me acabo de rir nas confusões deste espetáculo das sete.

Não sou, e nunca fui a favor de novelas, muito menos acompanho as historias e personagens, inclusive quero fazer uma observação, esta novela das nove é um lixo hein, não escuto ninguém elogiando, mas a novela TI TI TI caio no meu gosto.

È engraçada mais sem escachar, é instigante mais sem parecer filme de 007 e é romântica sem ser Mexicana, incrível nunca me imaginei elogiando uma novela assim.

Mais isso tudo tem explicação, a versão que assistimos hoje, em pleno século 21 é, nada mais e nada menos, que o remake de 1985, e isso explica muita coisa.

A telenovela esta sendo exibida pela terceira vez, e como sempre é sucesso de publico, batendo os merecidos 40 pontos no IBOPE. Para os mais curiosos, os atores da versão original são: Tato Gabus Mendes, Guilherme Fontes, Regina Reste e Betty Gofman.

Escrita por Cássio Gabus Mendes, a novela marcou um momento da tv nos anos oitenta e é muito importante que os jovens, de hoje em dia, conheçam a ingenuidade e a decência que as novelas de antigamente preservavam, coisa que é rara nos nosso tempo ‘moderno’.

A todos uma ótima companhia no horário das sete e bom divertimento.


Zara A. Ramos